Quando Entrar Setembro…

 

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… e a boa nova andar nos campos, quero ver brotar o perdão, onde a gente plantou…” – Beto Guedes

 

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Setembro sempre foi um dos meus meses favoritos… não sei porque, acho que depois da correria de Agosto [que para mim sempre foi um mês tumultuado] vêm a leveza, a alegria de Setembro.

 Talvez porque em Setembro, inicia-se a Primavera aqui no hemisfério sul… fico pensando se o autor da canção não tem razão: “Sol de Primavera, abre as janelas do meu peito…” acho que temos um registro na alma, que primavera é tempo de abrir o coração, e isso me faz  sentir bem.

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Sempre que começa Setembro, algo no meu coração me diz que é hora de colher o que de bom plantei durante o ano… acho que é tempo de “parir” o que se gestou, já que são nove meses do ano corrente, tempo de amadurecimento de tantos projetos que sonhamos no reveillon.

Eu fico pensando, se mesmo tão urbanos e tecnológicos que nos tornamos, ainda não carregamos um pouco da magia e inocência dos povos antigos, que se guiavam pelos rítmos naturais, e por isso, setembro desperta em nós, algo ancestral, guardado no íntimo de nossos espíritos, acho que o texto de Cecília Meireles, diz bem sobre isso…

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Primavera

Cecília Meireles

A primavera chegará, mesmo que ninguém mais saiba seu nome, nem acredite no calendário, nem possua jardim para recebê-la. A inclinação do sol vai marcando outras sombras; e os habitantes da mata, essas criaturas naturais que ainda circulam pelo ar e pelo chão, começam a preparar sua vida para a primavera que chega.

Finos clarins que não ouvimos devem soar por dentro da terra, nesse mundo confidencial das raízes, — e arautos sutis acordarão as cores e os perfumes e a alegria de nascer, no espírito das flores.

Há bosques de rododendros que eram verdes e já estão todos cor-de-rosa, como os palácios de Jeipur. Vozes novas de passarinhos começam a ensaiar as árias tradicionais de sua nação. Pequenas borboletas brancas e amarelas apressam-se pelos ares, — e certamente conversam: mas tão baixinho que não se entende.

Oh! Primaveras distantes, depois do branco e deserto inverno, quando as amendoeiras inauguram suas flores, alegremente, e todos os olhos procuram pelo céu o primeiro raio de sol.

Esta é uma primavera diferente, com as matas intactas, as árvores cobertas de folhas, — e só os poetas, entre os humanos, sabem que uma Deusa chega, coroada de flores, com vestidos bordados de flores, com os braços carregados de flores, e vem dançar neste mundo cálido, de incessante luz.

Mas é certo que a primavera chega. É certo que a vida não se esquece, e a terra maternalmente se enfeita para as festas da sua perpetuação.

Algum dia, talvez, nada mais vai ser assim. Algum dia, talvez, os homens terão a primavera que desejarem, no momento que quiserem, independentes deste ritmo, desta ordem, deste movimento do céu. E os pássaros serão outros, com outros cantos e outros hábitos, — e os ouvidos que por acaso os ouvirem não terão nada mais com tudo aquilo que, outrora se entendeu e amou.

Enquanto há primavera, esta primavera natural, prestemos atenção ao sussurro dos passarinhos novos, que dão beijinhos para o ar azul. Escutemos estas vozes que andam nas árvores, caminhemos por estas estradas que ainda conservam seus sentimentos antigos: lentamente estão sendo tecidos os manacás roxos e brancos; e a eufórbia se vai tornando pulquérrima, em cada coroa vermelha que desdobra. Os casulos brancos das gardênias ainda estão sendo enrolados em redor do perfume. E flores agrestes acordam com suas roupas de chita multicor.

Tudo isto para brilhar um instante, apenas, para ser lançado ao vento, — por fidelidade à obscura semente, ao que vem, na rotação da eternidade. Saudemos a primavera, dona da vida — e efêmera.

Texto extraído do livro “Cecília Meireles – Obra em Prosa – Volume 1”, Editora Nova Fronteira – Rio de Janeiro, 1998, pág. 366.

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Meus queridos e queridas, que os frutos de sua colheita, sejam doces e fartos, e que setembro seja um mês de despertamentos de amores e felicidade!

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Flores…

“Há pessoas que choram por saber que as rosas têm espinho,
Há outras que sorriem por saber que os espinhos têm rosas!”

 – Machado de Assis

 

Inspirada na sugestão de um amigo, de criar um post sobre rosas, me ocorreu a ideia desse texto. Já faz um tempo, que em todo lugar que visito, dou uma atenção especial às flores, sempre trago fotografadas as mais belas que encontro.  Acredito que elas nos mostram o lado mais sutil da natureza do lugar visitado…

Flores da Serra Gaúcha

Flores da Serra Gaúcha

Em Gramado – RS, tudo são flores! Tem flor de todo jeito, pra todo lado. Mas o símbolo da cidade são as hortências, todas praças, ruas, avenidas, espaços públicos são adornados com o azul dessas flores… vale a pena ver! Mas o que mais me agradou foram os “amores-prefeitos”! Uma de minhas flores preferidas, e raríssimas em Minas… fotografei todas que vi por lá…

Flores da Serra do Cipó

Flores da Serra do Cipó

 
A Serra do Cipó – MG é famosa por muitos atrativos, um deles é a diversidade de fauna e flora. O cerrado é riquíssimo em espécies de flores, e arbustos, e nesse lugar em especial há um fenômeno muito interessante: espécies endêmicas… não existem em nenhum outro lugar do mundo! Adentrando-se ao parque passamos por sucessivos campos de flores, de várias cores, é maravilhoso! Uma planta típica da região é a “Pepalantus”, eu tive oportunidade de fotografar uma em 2000:

Pepalantus - Lapinha de Santana

Pepalantus - Lapinha de Santana

Mas a planta mais impressionante que vi, foi no meu bairro mesmo… um Ipê amarelo, gigantesco, que parecia mais um enorme buquê! Esse também eu tive oportunidade de retratar, em 2006:

Ipê Amarelo

Ipê Amarelo

As pessoas atribuem significados a cada tipo de flor, eu não nego que um simbolismo foi criado ao redor de várias delas, como o Lírio, que há muito tempo é simbolo da pureza. Algumas ficaram até mesmo estigmatizadas pelo seu uso, como o “cravo de defunto”, outras são imponentes e já despertam com sua imagem emoções semelhantes em todos, como o Girassol que sempre alegra o ambiente.

Mas em geral, eu não me ligo tanto aos significados… acho que cada ser humano, com sua história, com sua própria colcha de retalhos, vai construindo sua sensibilidade, e é tocado – sem ao menos saber o porquê – por imagens, cheiros, sons diferentes. Com as flores é assim também, cada um tem sua preferência. É claro que as rosas são quase unanimidade, são as flores mais cultivadas e apreciadas… são as mais utilizadas como presente. Por isso merecem um destaque especial.

Rosa amarela - por Cleide Sousa

Rosa amarela - por Cleide Sousa

 Estima-se que a primeira rosa tenha nascido na Antiguidade, nos jardins asiáticos, mas a espécie selvagem foi encontrada em fósseis que datam de cerca de 35 milhões de anos atrás.

Rosa lilás

Rosa lilás

Do gênero Rosa, com centenas de espécies, pertence à família das rosáceas e se apresenta sob numerosas variedades com grande distribuição geográfica. Nascem em arbustos, ou trepadeiras, com hastes espinhosas.

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Os espinhos das rosas, não são espinhos verdadeiros, são acúleos, uma modificação no caule que facilmente é destacada do mesmo. Sua função é a proteção das flores – órgãos reprodutores da planta.

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As rosas e outras flores sempre inspiraram os artistas, poetas, músicos e pessoas comuns… para mim muitas vezes as flores são um lembrete da delicadeza artística de Deus, que pensou em cada detalhe… o acaso não inventaria tanta ordem e perfeição. Então, as flores só podem ser um recado do Criador, porque muitas vezes, elas nos fazem felizes só por terem desabrochado, por enfeitarem silenciosamente nossos caminhos.

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Para encerrar, vou usar um texto muito inspirado do Padre Fábio de Melo – que coincidentemente encontrei pesquisando para esse post – como filósofo de uma sensibilidade infinita, aliada à uma generosa simplicidade, soube muito bem falar do tema em questão…

Rosas vermelhas - por Cleide Sousa

Rosas vermelhas - por Cleide Sousa

“SOBRE O AMOR, ROSAS E ESPINHOS…

Amor que é amor dura a vida inteira. Se não durou é porque nunca foi amor.

O amor resiste à distância, ao silêncio das separações e até às traições. Sem perdão não há amor. Diga-me quem você mais perdoou na vida, e eu então saberei dizer quem você mais amou.

O amor é equação onde prevalece a multiplicação do perdão. Você o percebe no momento em que o outro fez tudo errado, e mesmo assim você olha nos olhos dele e diz: “Mesmo fazendo tudo errado eu não sei viver sem você. Eu não posso ser nem a metade do que sou se você não estiver por perto.”

O amor nos possibilita enxergar lugares do nosso coração que sozinhos jamais poderíamos enxergar.

O poeta soube traduzir bem quando disse: “Se eu não te amasse tanto assim, talvez perdesse os sonhos dentro de mim e vivesse na escuridão. Se eu não te amasse tanto assim talvez não visse flores por onde eu vi, dentro do meu coração!”

Bonito isso. Enxergar sonhos que antes eu não saberia ver sozinho. Enxergar só porque o outro me emprestou os olhos , socorreu-me em minha cegueira. Eu possuia e não sabia. O outro me apontou, me deu a chave, me entregou a senha.

Coisas que Jesus fazia o tempo todo. Apontava jardins secretos em aparentes desertos.

Na aridez do coração de Madalena, Jesus encontrou orquídeas preciosas. Fez vê-las e chamou a atenção para a necessidade de cultivá-las.

Fico pensando que evangelizar talvez seja isso: descobrir jardins em lugares que consideramos impróprios.

Os jardineiros sabem disso. Amam as flores e por isso cuidam de cada detalhe, porque sabem que não há amor fora da experiência do cuidado. A cada dia, o jardineiro perdoa as suas roseiras. Sabe identificar que a ausência de flores não significa a morte absoluta, mas o repouso do preparo. Quem não souber viver o silêncio da preparação não terá o que florir depois…

Precisamos aprender isso. Olhar para aquele que nos magoou, e descobrir que as roseiras não dão flores fora do tempo, nem tampouco fora do cultivo.

Se não há flores, talvez seja porque ainda não tenha chegado a hora de florir. Cada roseira tem seu estatuto, suas regras…

Se não há flores, talvez seja porque até então ninguém tenha dado a atenção necessária para o cultivo daquela roseira.

A vida requer cuidado. Os amores também. Flores e espinhos são belezas que se dão juntas. Não queira uma só. Elas não sabem viver sozinhas…

Quem quiser levar a rosa para sua vida, terá que saber que com ela vão inúmeros espinhos.

Mas não se preocupe. A beleza da rosa vale o incômodo dos espinhos.”

 

 

 

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Noite de São João!

É hoje!!!!

Noite de São João por Guignard
Noite de São João por Guignard

Eu demorei a fazer esse post, desde que entrou junho eu estava querendo falar das deliciosas festas juninas…

Noite de São João - Guignard
Noite de São João – Guignard

Aqui em Minas é muito bom! Tem canjica, quentão, pipoca… quadrilha! Tudo super animado. É tão bacana, que o pintor carioca Guignard pintou vários quadros com esse tema, alguns estão ilustrando o post…  o Museu Guignard que fica em Ouro Preto, MG, promove todo ano uma festa de São João em homenagem ao pintor, com tudo que tem direito! Um dia ainda vou conferir e conto pra vocês… ah, 24 de Junho é aniversário da cidade…

Guignard
Guignard

Já perdi a conta de quantas dancei… apesar que esse ano está um pouco parado nesse aspecto.

Tarde de São João  - Guignard
Tarde de São João – Guignard

Fiz esse post para compartilhar as experiências com vocês… qual a melhor festa junina que vocês já participaram? Qual o estado que tem a festa de São João mais animada?  Você tem alguam história engraçada para compartilhar?

Mais uma obra de Guignard com o mesmo tema
Mais uma obra de Guignard com o mesmo tema
Só pra compartilhar, achei algumas imagens da infância… como era bom!
 

 

Minha primeira quadrilha! Com 5 anos...

Minha primeira quadrilha! Com 5 anos...

 

 

Com 7 anos, reparem no glamour...
Com 7 anos, reparem no glamour…
Comendo canjica, com 7 anos! Ainda me lembro do gosto...
Comendo canjica, com 7 anos! Ainda me lembro do gosto…
Aos 8 anos
Aos 8 anos
Com 10 anos

Com 10 anos

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Cantando o Amor… em português!

Como prometido, um top 10 de canções românticas, na língua portuguesa. O critério é o mesmo, escolhi pela letra, e dei preferência às mais alegres, nada de dor de cotovelo! Vamos lá…

1 – Olha

Roberto Carlos não é rei atoa, podem até falar mal, dizer que é brega gostar dele, mas o cara tem fãs de todas gerações. E como ele soube cantar o amor! Escolhi “Olha”, porque é uma declaração leve, sincera e romântica…

“Olha você tem todas as coisas, que um dia eu sonhei prá mim. A cabeça cheia de problemas, não me importo, eu gosto mesmo assim. Tem os olhos cheios de esperança, de uma cor que mais ninguém possui, me traz meu passado e as lembranças. Coisas que eu quis ser e não fui.”

2 – A Sua

Marisa Monte não poderia faltar, me diz se você não gostaria de dizer isso para seu amado? Apesar das ciumeiras e xiliques que vemos por aí, amor verdadeiro tem tudo a ver com liberdade. Quem quer prender a pessoa amada a qualquer custo, não confia, e eu não consigo conceber o amor sem confiança…

“Eu só quero que você saiba, que estou pensando em você, agora e sempre mais. Eu só quero que você ouça a canção que eu fiz pra dizer que eu te adoro cada vez mais,  e que eu te quero sempre em paz. Tô com sintomas de saudade, tô pensando em você, e como eu te quero tanto bem. Aonde for não quero dor, eu tomo conta de você mas te quero livre também como o tempo vai e o vento vem. Eu só quero que você caiba no meu colo porque eu te adoro cada vez mais, eu só quero que você siga para onde quiser, que eu não vou ficar muito atrás.”

3 – Velha Infância

Aproveitando que falamos de Marisa, selecionei uma dos “Tribalistas”  que é fofa! “Velha infância”  faz a gente ter vontade de sair dançando por aí, e achando o mundo um lugar mais bonito…

“Você é assim, um sonho pra mim e quando eu não te vejo,  eu penso em você, desde o amanhecer até quando eu me deito… Eu gosto de você, e gosto de ficar com você. Meu riso é tão feliz contigo, o meu melhor amigo
É o meu amor… E a gente canta, e a gente dança, e a gente não se cansa de ser criança, a gente brinca na nossa velha infância… seus olhos meu clarão, me guiam dentro da escuridão. Seus pés me abrem o caminho eu sigo e nunca me sinto só… Você é assim, um sonho pra mim quero te encher de beijos (…)”

4 – Final Feliz

Jorge Versillo fala de amor com muita profundidade, e ouví-lo cantar com Djavan, é perfeito. Adoro a letra de “Final Feliz”, afinal de contas, quem disse que toda história de amor tem que ter final trágico?

“Chega de fingir, eu não tenho nada a esconder. Agora é pra valer, haja o que houver. Não to nem aí, Eu não to aqui pro que dizem, eu quero é ser feliz, e viver pra ti. Pode me abraçar sem medo, pode encostar sua mão na minha. Meu Amor, deixa o tempo se arrastar sem fim. Meu amor, não há mal nenhum gostar assim. Oh, Meu bem, acredite no final feliz… Meu amor… Meu amor…”

5 – Ainda Bem

Vanessa da Mata é outra pedra preciosa! Tudo que ela canta fica lindo. É até difícil escolher, mas escolhi “Ainda Bem”, por falar da alegria de se encontrar o amor… “nesse mundo de tantos anos, entre tantos outros, que sorte a nossa (…)”, acho que é bem por aí…

“Ainda bem que você vive comigo, porque senão como seria esta vida?
Sei lá, sei lá. Nos dias frios em que nós estamos juntos, nos abraçamos sob o nosso conforto de amar, de amar. Se há dores tudo fica mais fácil, seu rosto silencia e faz parar, as flores que me manda são fato, do nosso cuidado e entrega. Meus beijos sem os seus não dariam, os dias chegariam sem paixão. Meu corpo sem o seu uma parte, Seria o acaso e não sorte. Nesse mundo de tantos anos, entre tantos outros, que sorte a nossa hein? Entre tantas paixões esse encontro nós dois, esse amor.”

6 – O que eu também não entendo

Eu amo as baladas de amor dos meus conterrâneos do Jota Quest. Reza a lenda que “O que eu também não entendo” foi uma carta de amor verdadeira, que foi musicada… certamente, namorada inspirada essa que escreveu para o Flausino…

  “Essa não é mais uma carta de amor , são pensamentos soltos traduzidos em palavras. Prá que você possa entender o que eu também não entendo… Amar não é ter que ter sempre certeza, é aceitar que ninguém é perfeito prá ninguém. É poder ser você mesmo e não precisar fingir, é tentar esquecer e não conseguir fugir, fugir… Já pensei em te largar, já olhei tantas vezes pro lado, mas quando penso em alguém é por você que fecho os olhos. Sei que nunca fui perfeito, mas com você eu posso ser até eu mesmo que você vai entender… Posso brincar de descobrir desenho em nuvens, posso contar meus pesadelos, e até minhas coisas fúteis. Posso tirar a tua roupa, posso fazer o que eu quiser, posso perder o juízo, mas com você eu tô tranquilo, tranquilo… Agora o que vamos fazer, eu também não sei. Afinal, será que amar é mesmo tudo? Se isso não é amor, o que mais pode ser? Estou aprendendo também…”

7 – Um Amor Puro

Eu simplesmente amei essa música à primeira vista. Não é a mais famosa de Djavan, talvez vocês prefiram outras, mas é minha favorita!

“O que há dentro do meu coração, eu tenho guardado pra te dar. E todas as horas que o tempo tem pra me conceder são tuas até morrer. E a tua história, eu não sei. Mas me diga só o que for bom, um amor tão puro que ainda nem sabe a força que tem é teu e de mais ninguém. Te adoro em tudo, tudo, tudo te quero mais que tudo, tudo, tudo. Te amar sem limites, viver uma grande história.”

8 – Um Certo Alguém

Lulu Santos também sabe fazer poesia… um jeito alegre de cantar o amor. Como diria Santo Agostinho “Ama, e faze o que quiseres”, afinal, se é o amor verdadeiro que te guia, é Deus que se manifesta através de ti…

“Quis evitar teus olhos mas não pude reagir, fico à vontade então. Acho que é bobagem, a mania de fingir negando a intenção. E quando um certo alguém cruzou o teu caminho e te mudou a direção. Chego a ficar sem jeito mas não deixo de seguir a tua aparição. Quando um certo alguém desperta o sentimento é melhor não resistir e se entregar.”

9 – Um Dia de Domingo

Gal Costa e Tim Maia… super linda essa música!

“Eu preciso te falar, te encontrar de qualquer jeito, pra sentar e conversar, depois andar de encontro ao vento. Eu preciso respirar o mesmo ar que te rodeia e na pele quero ter o mesmo sol que te bronzeia. Eu preciso te tocar
e outra vez te ver sorrindo, te encontrar num sonho lindo. Já não dá mais pra viver um sentimento sem sentido, eu preciso descobrir a emoção de estar contigo. Ver o sol amanhecer e ver a vida acontecer como um dia de domingo. Faz de conta que  ainda é cedo, tudo vai ficar por conta da emoção. Faz de conta que ainda é cedo e deixar falar a voz do coração”

10 – Explode Coração

Gonzaguinha arrasou os corações literalmente com essa letra… com Maria Bethânia cantando então, haja coração!

“Chega de tentar dissimular e disfarçar e esconder, o que não dá mais pra ocultar, e eu não posso mais calar, já que o brilho desse olhar foi traidor. E entregou, o que você tentou conter, o que você não quis desabafar e me cortou. Chega de temer, chorar, sofrer, sorrir, se dar. E se perder e se achar, e tudo aquilo que é viver. Eu quero mais é me abrir que que essa vida entre assim, como se fosse o sol, desvirginando a madrugada, quero sentir a dor dessa manhã: nascendo, rompendo, rasgando tomando meu corpo e então, eu chorando, sofrendo, gostando, adorando, gritando… feito louca alucinada e criança, sentindo meu amor se derramando… não dá mais pra segurar, Explode Coração!”

 

E você, faria a lista diferente? O que colocaria? O que tiraria? Qual a música que embalou sua história de amor?


 

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Momentos Memoráveis…

Me chamem de boba, mas não resisto a um filme de amor… pode ser comédia, pode ser drama, pode ser história real, assisto todos, e vou colecionando as cenas que tocam meu coração.

 

Coleciono histórias reais também, entrevisto meus amigos, investigo casos contados em filmes ditos reais, uma hora dessas vou compartilhar aqui…

 

Hoje vou postar algumas cenas de filme que me marcaram para sempre… se não tiverem assistido, sugiro que assistam antes para não estragar a surpresa.

A dança final de Anna e o Rei…

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O filme todo é belíssimo, atuações perfeitas. A história do encontro das duas culturas é tocante. Mas a cena final, narrada pelo filho do imperador, é de cortar o coração… doce e ao mesmo tempo, profundamente melancólica. O Rei tinha mais de 30 esposas, e zombava dos ocidentais se satisfazerem com uma só mulher. E naquele momento, naquela dança, ele olha para Anna, e diz que agora entendia como podia um homem ter uma só mulher… não dá pra não chorar!

 

O amor à primeira vista de Romeu e Julieta…

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A história é linda, dispensa comentários, deve ser a história de amor mais famosa do mundo. Mas a filmagem de Zefirelli é insuperável. A cena de Romeu vendo Julieta pela primeira vez, ao som da música que ficou famosa por causa do filme:

“What is a youth? Impetuous fire.
What is a maid? Ice and desire.
The world wags on.

A rose will bloom
It then will fade
So does a youth.
So do-o-o-oes the fairest maid. “

Juntamente àquele diálogo belíssimo dos dois  é inesquecível. Quem nunca viu, está cometendo um pecado!

O final de alguém como você…

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Adoro esse filme, totalmente despretensioso, comédia levinha com uma atuação muito divertida de Ashley Judd e o lindo e talentoso Hugh Jackman.

 

O que mais gosto é o jeito que brincam com os esteriótipos… é irônico como no início do filme a personagem principal se refere ao solteirão convicto vivido por Hugh, como o tipo de cara que faz com que ela perca a fé nos homens… e no final das contas ele que era o “príncipe encantado” da história. Um filme simples que  faz pensar nos julgamentos que fazemos e na importância que as pessoas que surgem em nossa vida podem ter…

 

Bom, tem muitos outros momentos memoráveis que quero compartilhar, mas vou postar aos poucos, porque quero saber também quais os momentos do cinema marcaram vocês!