Lira Romantiquinha

(Carlos Drummond de Andrade)

Por que me trancas
o rosto e o riso
e assim me arrancas
do paraíso? Leia o resto deste artigo »

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O Elo Divino…

Esses dias eu tenho pensado sobre o amor, não só ultimamente – esse assunto sempre esteve em minhas reflexões.

Que sentimento é esse que une dois seres para uma vida? Qual o segredo dos casais felizes? Confesso pra vocês que sempre que conheço um casal feliz, depois de observá-los um bom tempo,peço para contarem pra mim sua história: como se conheceram? O que fazem para manter o sentimento amoroso jovial como no início do romance? Tenho uma coleção de histórias, de teorias… e vou ajuntando, na minha maneira própria de entender esse mistério… o amor…


Essa semana me deparei com um texto, simples e perfeito! Explicando isso tudo que eu tenho tentado encontrar. O autor é o professor Hermógenes, um dos maiores nomes do yoga no Brasil. E ele fala com propriedade, viveu realmente um grande amor, que durou a vida inteira!

 

Compartilho com vocês…

 

“‘Portanto, o que Deus juntou não separe o homem…’

Quando é que podemos dizer que ‘Deus juntou’?

Quando, diante da lei, os nubentes assinaram o contrato?

Será o contrato o vínculo de Deus?

Um casal se une diante de um altar, perante um sacerdote e testemunhas…

O ritual será o vínculo de Deus?

O elo Divino não é feito de papel, nem de cerimônia pomposa.

Que é este misteroso vínculo indissolúvel, que o homem não pode separar?

É Deus mesmo que o define:

‘De modo que não são dois, mas uma só carne…’

Esta é a Divina União, que Deus abençõa e os homens não desfazem.

É o próprio Deus.

Deus, que é Amor.

 

Amor não é aquele que só consegue amar a perecível forma.

Por ser fácil, é vulgar amar a formosura da forma.

Esse amor, que não vai além do apetite estético, é tão vulnerável quanto a própria beleza transitória. Dura somente o tempo que dura aquilo que o tempo, a doença e a morte desfiguram e extinguem.

O Amor liberto do tempo, das injunções existenciais, o Amor que perdura, os vulgares não conhecem, pois não entendem o que é amar a Essência, que transcende as formas.

Somente os que já conseguiram penetrar em algumas camadas mais sutis e profundas de seu próprio universo interno, portanto, mais longe do ilusório, são capazes da libertadora aventura, da transcendente ventura de Amar.

Este amar Real também goza a forma.

Mas, em realidade, ama a Essência, que lhe dá Eternidade, Infinitude, Transcendência, Felicidade, Plenitude.”

Professor Hermógenes, Mergulho na Paz. P. 219

 

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