Livros Extraordinários

Amigos e amigas que visitam meu blog, apesar de gostar muito de ler nunca havia feito um post aqui no Colcha de Retalhos sobre livros. Já vou avisar de antemão, que não me considero uma pessoa culta, leitora de literatura brasileira, ou coisa do tipo, então, minha lista é puramente intuitiva e sentimental. Leio best seller, leio romance, leio livro infantil… um pouco de tudo. Por favor então, não confundam com uma crítica de livros ou análise técnica, coisa que eu não tenho a menor envergadura para fazer.

MOÇA COM LIVRO, 1879 , JOSÉ FERRAZ DE ALMEIDA JÚNIOR ( BRASIL, 1850-1899) MASP

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Orgulho e Preconceito – O romantismo atemporal de Jane Austen

 

Fitzwilliam Darcy e Elizabeth Bennet

O livro “Orgulho e Preconceito”, romance da escritora inglesa Jane Austen foi minha última leitura de 2009. Peguei a obra sem muita fé, pensando que levaria meses para ler, e que a história fosse lenta, arrastada. Qual não foi minha surpresa! Não conseguia largar o livro. Estava na praia, para o Reveillon, e meus amigos brigavam comigo o tempo todo, “será que ela não vai parar de ler isso?” Só parei quando terminei, e terminei ainda em 2009, no dia 31.

 Mas o que essa obra tem de mais? Bom, a história é despretensiosa e versa sobre o mais antigo dos assuntos: o encontro do amor. Mas Jane a conta de tal forma, e com um colorido psicológico dos personagens, que nos coloca dentro da cena, em pleno século XIX. Nós vamos sem saber, nos envolvendo com as regras da etiqueta, do flerte da época, e nos apaixonando junto com os personagens, a cada dança…

 

Entre os jovens ingleses, todo mundo já ouvir falar em Darcy e Lizzy. O rapaz riquíssimo e aparentemente orgulhoso – que repudia a senhorita de cara por ser de classe social mais baixa e não bela o suficiente para prender sua atenção, mas que com o decorrer do livro vai se mostrando muito valoroso.

 E a moça pobre, com grande presença de espírito, alegre e inteligente demais para sua época. Enquanto outras moças apenas bordavam, conversavam e pensavam em casamento, Elizabeth era questionadora e observadora, com gosto por descobrir e aprender sempre mais, apesar de se manter distinta e educada, como a época exigia. Lizzy não se submeteria a um casamento sem amor.

Tanto o filme quanto o livro, nos envolvem nessa aura romântica e inocente da época de Jane – que também era uma mulher inteligente, que se apaixonou mas foi proibida de casar com seu amado, por causa dos poucos recursos do moço.  Naquela época, a única opção de vida para as mulheres era o casamento, mulheres não eram consideradas sucessoras na herança. E Jane, que não se casou, ainda em vida teve sucesso como escritora. Se não me engano, Orgulho e Preconceito foi seu primeiro grande sucesso. Não era comum viver de literatura, ainda mais sendo mulher. Acredita-se que as histórias de Austen são tão bem aceitas até hoje, porque ela realmente falava do que via, do que sentia, as suas personagens trazem muito dela.

Cada membro da família Bennet, que é o centro da história, e que foi tão bem caracterizada no filme, é bem construído psicologicamente: a mãe desesperada para casar as filhas, chegando as vezes a ser vulgar, Elizabeth e Jane, duas damas bem educadas e delicadas, sendo que Jane mais ingênua e doce que Lizzi. As meninas  mais novas, e suas risadinhas fúteis, e o pai da família que, como se costuma dizer, deixava a coisa correr como as meninas quisessem.

Os dois romances principais da história, o de Jane e Bingley, que é caso de amor à primeira vista, e Lizzi e Darcy, que é um caso de “amor à segunda vista” [que eu particularmente adoro], vão nos envolvendo… a maneira que sabemos como Lizzy se engana em relação à Darcy, que sem sucesso luta contra o encantamento que sente pela moça, é muito envolvente. No filme nós não temos acesso à essa luta interna do moço como no livro. Apesar do lindíssimo Matthew Macfadyen expressar muito bem o tormento de Darcy, quando surpreende à Elizabeth [e a nós] com uma declaração mais que apaixonada de amor.

O filme remonta perfeitamente o cenário do livro: a fotografia perfeita, com o interior da Inglaterra e suas lindas paisagens campestres, o figurino impecável, a escolha dos atores, Keira Knightley ficou perfeita como Lizzy, com seus olhos marcantes que tanto perturbam Darcy desde que a viu. E a trilha sonora quase toda em músicas no piano, que nos transportam imediatamente para aquele tempo.

Realmente, Austen conseguiu contar-nos um lindo “conto de fadas” realista… ao mostrar as armadilhas do preconceito, do orgulho e os entraves que nós mesmos colocamos no amor, por julgarmos saber o que as outras pessoas sentem, sem conversar sobre isso abertamente.  E o lindo final, que faz com que a gente termine o filme, e o livro acreditando na felicidade eterna, e em dias mais bonitos, e no amor verdadeiro!

O final tradicional do filme, se assemelha muito ao livro. Mas nos Estados Unidos e no Canadá foi apresentado um final alternativo, que é lindo!!! Assista aqui:

 

 

Mais algumas imagens…

 

Jane a doce e ingênua irmã de Lizzy
O olhar de Elizabeth, que tirou a paz de Darcy…

 

A primeira vez que Lizzy e Darcy se tocam no filme

 

Os bailes, onde tudo acontecia...

 

Elizabeth dançando com o homem que ela jurou "odiar por todo sempre"

 

Darcy chegando no nascer do dia, para fazer a mais bela declaração de amor do cinema!

E aí, já assistiu “Orgulho e Preconceito”? Leu o livro? De qual gostou mais??? Qual sua cena favorita?