Animes e Mangás Shoujo: Yona/ Nanami/ Misa

Conforme prometido, vou dar indicações sobre meus animes shoujo favoritos. Começo pelo meu “top 3”: Akatsuki no Yona, Kamisama Hashimemashita e Kaichou wa maid-sama. Por que coloquei no título os nomes das personagens femininas? Elas tem contrapartes maravilhosas, e os rapazes são parte do que me fez gostar demais destes 3 desenhos, mas as protagonistas são um grande diferencial nas histórias, cada uma de seu jeito, sem prescindir do carinho dos seus amados interagindo maravilhosamente com eles.

Um aviso, este post terá SPOILERS, sim! Como analisar e explicar por que eu gosto da história sem contar um pouco dela? Então, se você não gosta de spoilers, corre lá nos links que vou passar no final do post e assista o anime antes de vir ler.

Se você, como eu, não se importa de saber algo sobre a obra antes de experimentá-la, seja bem vinda… Vou dizer uma mania que tenho com esses animes shoujo: já vou de cara pesquisar se tem namoro e beijo, pois assisti vários, que o casal fica girando em torno um do outro pra sempre, e nada acontece… me dá uma sensação enorme de perda de tempo, quando a série acaba e o casal não progride… o curioso, é que destas frustrações Akatsuki no Yona é a exceção: de fato o anime não tem beijo (mas o mangá tem), a história é tão boa, e o romance é tão forte mesmo sem as “vias de fato”, de tudo que eu vi, nenhum ainda se comparou… os dois outros chegam bem perto. Então, vamos lá!

AKATSUKI NO YONA

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ABERTURA: https://www.youtube.com/watch?v=yehNkiHFrrU

SINOPSE: “Yona é a única princesa do reino e vive a vida luxuosa e despreocupada, como uma princesa deve viver. Ela tem tudo: as melhores roupas e cosméticos, os doces mais divinos, um imperador como pai amoroso. Mas seu mundo quase perfeito rapidamente é destruído quando o homem que ela ama, Soo-won, assassina seu pai para ter o caminhos para sua ascensão ao trono assegurado. Son Hak, guarda costas de Yona, escapa com ela, e a partir dai eles precisam correr para viver.”

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POR QUE É TÃO BOM? Quando lemos a sinopse, parece uma história clichê, de uma princesinha que tem de fugir com o guarda costas e um triângulo amoroso comum… mas não é bem assim. Quando eu pesquisava animes para assistir, Akatsuki aparecia em todas as listas, e a sinopse me atraía, mas não foi o meu primeiro. Quando a gente assiste os dois primeiros episódios, parece que a história é meio lenta, pois é um tipo de prólogo, mas quando Yona e Hak realmente começam sua trajetória, a história fica muito legal.

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O desenho é muito bonito, o design de personagens reflete muito bem a personalidade e a elegância de cada um ( isto é muito fiel ao mangá), e há cenas que nos tiram o fôlego (como a que Yona dá nome ao seu dragão azul… inesquecível). As lutas são muito legais também – especialmente as que tem Hak envolvido.

A história realmente pega a gente, pelo menos eu, no episódio em que Hak e Yona em fuga acabam numa emboscada contra o exército da tribo do fogo – uma das tribos de Kouka (o reino que Yona era herdeira e lhe foi tomado por seu amado Soo Won). Para não perder a única pessoa do mundo que lhe restou, Yona, a até então fraca e mimada princesa, acende em si uma chama que lhe dá coragem para enfrentar os soldados, o filho do general, e salvar Hak.

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O chefe dos soldados a segura pelos cabelos e em uma cena extremamente bonita e simbólica, ela corta seus longos cabelos vermelhos com uma espada e corre para salvar seu guarda-costas que está dependurado em um abismo com vários soldados tentando lhe derrubar. Sem ter forças, ela o segura, ele pede para ela soltar, e ela chorando lhe diz que o proíbe de morrer, os dois acabam caindo juntos, ele a protege com o próprio corpo. Milagrosamente não morrem, esta queda dá início a jornada de mudança da princesa, e revela muito, muito mesmo sobre a natureza do sentimento de Hak por ela (uma das coisas mais lindas desta história).

A queda lhes leva a Yoon – um personagem importantíssimo na história, e Ik-Soo o oráculo da floresta, que revela a Yona que ela é a reencarnação do rei que fundou o reino de Kouka, o rei dragão vermelho – por isto ela nascera com aquelas madeixas inexplicavelmente vermelhas como o sol do amanhecer (daí o nome do desenho: “Yona do Amanhecer”). E que junto ao rei, sempre reencarnavam os 4 dragões: branco, azul, verde e amarelo.

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E aí a jornada se torna sensacional, com a busca dos guerreiros com o sangue do dragão. Yona sai pelo país, acompanhada do fiel Hak e Yoon – o rapaz lindo e inteligente (como ele mesmo se auto intitula – ele é muito, muito legal!).

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Yona não quer mais ser fraca, e pede a Hak que a ensine a lutar, o que ela vai conquistando gradualmente dele, uma vez que o rapaz prefere dar a vida mil vezes por ela do que vê-la machucada.  O interessante, é o respeito de Hak pelo desenvolvimento de sua amada… mesmo não querendo, ele se segura e deixa que ela lute, fica na retaguarda, a ensina com afinco, respeita sua força… e parece ainda mais apaixonado por a versão cada vez mais forte de sua princesa.

Enquanto buscam os dragões, ela vai se fortalecendo, e caminhando pelo reino, percebe que a paz que o pai dela pregava, estava mais próximo da passividade, pois em toda parte, pessoas morriam de fome, e problemas gravíssimos como tráfico de drogas e tráfico humano assolavam toda parte… tornando ela e seu grupo, uma espécie de grupo de justiceiros, investigando, combatendo o crime, tomando de volta impostos e devolvendo a miseráveis… e o mais legal, com seu coração generoso e sua energia, Yona vai também mudando as pessoas, mesmo os soberanos e soldados, para ajudar o povo de Kouka.

Apesar de ser um anime leve, destinado a meninas, as questões políticas e éticas são discutidas com muita beleza e sensibilidade. Vale muito a pena ver o anime, mas esta parte se desenvolve mais no mangá… se Yona muda nos vinte e poucos episódios do anime, no mangá ela se torna cada vez mais uma guerreira incrível, e uma soberana com um carisma e justiça imbatíveis.

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Eu não queria me prolongar demais, mas um dos motivos de gostar demais da história são também os personagens “secundários”. Yoon é um menino um ano mais novo que Yona (ela tem 16 anos no início da história), e tendo sido miserável, passando fome e roubando para comer, acaba sendo encontrado e criado pelo oráculo Ik-Soo. Autodidata, e reamente lindo, Yoon faz de tudo um pouco: excelente cozinheiro, costureiro de bom gosto, e com conhecimentos extensos em medicina. No decorrer do mangá, ele acaba se tornando “mãe” do grupo maluco de dragões… é hilário como em vários momentos eles realmente o chamam assim (mesmo sendo o caçula do grupo), e ele responde mal humorado: “Não me lembro de ter dado a luz a todos vocês”.

Akatsuki no Yona é o que chamamos de anime de harém invertido, ou seja, uma protagonista cercada de vários homens bonitos. Os dragões entretanto, são muito mais que isto, nenhum é trabalhado de maneira rasa, todos têm personalidades complexas, completamente diferentes – histórias profundas, algumas traumáticas.

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A química entre os guerreiros dragões e Hak (que acabam apelidando de Dark Dragon) é sensacional. Você acaba amando cada um ao seu jeito: a elegância e beleza irretocável de Kija – o dragão branco; A bondade e o coração traumatizado do dragão azul – batizado por Yona de Shin-ha; o galante, lindo e experiente Jae-ha (que Hak chama de “olhos caídos” e sempre lhe dá uns cocões por ser um “pervertido” – aliás, o “bromance” entre Hak e Jae-Ha é uma das melhores coisas do mangá); e por último mas não menos supreendente, o imortal Zeno – o dragão amarelo, que aparece no grupo sem procurarem, mas tem uma história passada que nos faz chorar rios… mostrando que ser imortal parece uma bênção, mas pode ser uma maldição…

 

O ROMANCE: A história de amor de Yona, pra mim é uma das mais ricas e emocionantes dos mangás shoujo. A autora a escreve (o mangá ainda está em andamento e o desenvolvimento romântico tem sido bem lento – devido a tanta complexidade da história) com muito bom humor, mas também com momentos de deixar a gente de coração na mão, chateada e frustrada, ou completamente apaixonada por Hak (e com muita raiva de Yona).

O amor da protagonista cresce e amadurece, da mesma forma que ela se reinventa e desenvolve como mulher, o que torna tudo muito mais fascinante. De partida, percebemos que ela é muito ingênua a respeito de relacionamentos em geral, e muito pouco sabe sobre o amor, apesar de nos convencermos de que de fato, da sua forma irrealista, ela ama seu primo Soo-Won. É um começo dramático ver a menina, que ia insistir com seu pai para deixa-la casar com seu amado, encontra-lo com uma espada ensanguentada por ter tirado a vida de seu progenitor, sentimos muita pena pela decepção enorme que ela sofre.

Por outro lado, com tudo ruindo ao seu redor, e todo exército servindo ao assassino, encurralando a princesa humilhada para assassiná-la também, ver Hak enfrentar o mundo e vencendo para salvá-la, nos mostra este outro lado, o real amor escondido detrás do jeito descolado, cínico e do humor ácido do rapaz.

Hak é “o personagem”. Mais forte que um exército, sem ter nenhum super poder como os dragões, desde 12 anos apelidado como “Besta Trovão”, imbatível! Tão forte como si, é o seu amor pela princesa: quando descobrimos, que por ser amigo de infância da princesa e de seu primo, e por amá-los do fundo do coração, Hak se dispôs a sufocar o seu grande amor pela Yona, para que ela e Soo-Won se casassem e ele se satisfaria sendo seu fiel defensor até o fim dos seus dias. A decepção de Hak com o traidor e assassino do imperador é tão grande como da princesa, afinal, ele abriria mão do que tinha de mais sagrado, para o amigo e a amada serem felizes. Vi pouquíssimos personagens tão altruístas e heroicos como ele.

Hak por sua vez, sempre soube do amor de Yona pelo primo, o que o faz esconder seu próprio sentimento com piadas e provocações para a princesa. Eles são extremamente íntimos, como realmente seriam pessoas que se conhecem desde sempre. A autora e artista do mangá – Kusanagi Mizuho – brinca o tempo todo com a “friendzone” de Hak, e com o fato de todo mundo, exceto Yona, perceber o quanto ele a ama, mais que tudo, o que fica mais explícito com o encontro de cada um dos dragões.

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O anime é curto para mostrar o desenvolvimento suave e natural do relacionamento dos dois, mas mesmo assim, tem vários momentos importantes. O mangá, por sua vez, vai mostrando, que quanto mais Yona caminha da menina inocente para a mulher guerreira, mais consciente ela se torna de Hak, de seu valor para ela, e de como o que sente por ele (com o tempo ela começa a ficar realmente nervosa quando ele se aproxima tanto dela com suas “brincadeiras”, e sente ciúmes dele toda vez que outras mulheres se encantam pelo maravilhoso homem que ele é), ela começa inclusive a comparar o que sentia por Soo-Won com o que ela sente por Hak, e como ela não o percebeu esse tempo todo.

No mangá, ela já chegou inclusive a admitir para sua amiga Lili (filha do general da tribo da água), que provavelmente sempre amou Hak. E impressioná-lo, protege-lo e mantê-lo junto a ela passa a ser a motivação para que ela se torne cada vez mais forte. Hak tentou várias vezes se declarar por ela, chegou a dizer que a amava, e ela não escutou, os momentos entre eles tem sido cada vez mais carregados de tensão sexual, e Kusanagi consegue desenhar com sua sensibilidade, as cenas mais lindas… como elas  mereciam ser animadas em uma segunda temporada!!! Isto sem citar, uma Yona desesperada, que temendo não ver seu amado “Besta Trovão” de novo, lhe deu um beijo – e o mais hilário, Hak achou que havia morrido e ido para o céu, ou imaginado isto como efeito colateral de viver um amor unilateral por anos…

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Os últimos capítulos publicados do mangá culminaram com uma declaração de amor perfeita de Hak para uma totalmente surpresa Yona… ele não acredita que é correspondido, e ela também não se declarou por que acha que ele a defende por obrigação. Digo que a declaração foi perfeita, por que Hak não deixa nenhuma sombra de dúvidas que a segue e a protege por que a ama desde sempre e não vai sair de perto dela enquanto viver (a possibilidade de devolver a ele sua “liberdade” assombrava a princesa desde que fugiram do castelo). E foi muito legal também, ver a participação de todos os amigos para que Yona fosse sincera sobre seus sentimentos por Hak, como se todo grupo se sentisse como nós, os leitores, a respeito da total cegueira dos dois a respeito da reciprocidade de seus sentimentos. Não há previsão da finalização do mangá, mas a continuação do capítulo, sai no Japão em 20 de janeiro… até lá, nos esperamos como Yona… perplexas!

Tem muito mais coisa que eu poderia dizer sobre essa jóia chamada “Akatsuki no Yona”, mas é a minha experiência pessoal, que queria compartilhar para mais pessoas assistirem, comentarem comigo… não conheço quase ninguém que tenha assistido… então, para enriquecer a experiência de quem se interessar, vou deixar abaixo uns links úteis:

PARA ASSISTIR O ANIME EM JAPONÊS LEGENDADO EM PORTUGUÊS: AQUI

PARA ASSISTIR DUBLADO EM INGLÊS SEM LEGENDA: AQUI quem entende inglês, a dublagem é excelente! Além disso, não ter de ler legenda ajuda a ver a beleza da animação!

PARA LER O MANGÁ EM PORTUGUÊS: AQUI lembrando que Akatsuki no Yona não é publicado ainda em português, nem mesmo em espanhol, então, isto é um trabalho árduo de fãs para fãs.

PARA LER TODOS CAPÍTULOS DO MANGÁ EM INGLÊS: AQUI vocês devem imaginar o quanto é difícil traduzir uma obra japonesa para português… desta forma, os sites que disponibilizam em inglês são mais atualizados, sendo que o último capítulo escrito já está on line.

Agora só mais umas trivialidades, para quem gosta de “fanarts”, tem muita coisa linda de Hak e Yona, e não só Fanarts, a própria autora faz aquarelas lindas dos dois e do anime em geral, tenho uma coleção considerável na minha pasta do anime no Pinterest: AQUI. Muitas realizando o desejo de como os fãs gostariam de ver nosso casal de protagonistas…

Esta semana descobri uma fanfiction, que tem me feito rir e chorar, me emocionar comoo mangá faz… a autora captou perfeitamente Yona, Hak, os dragões, Soo-Won, e especialmente, a química e o amor profundo que nasceu entre o casal protagonista. Inclusive, em sua fanfiction, ela criou um casamento que todo mundo gostaria de ver na história oficial, Hak e Yona casando-se na terra natal dele: Fuuga. Simplesmente lindo e emocionante! A fanfiction se chama “What a saw in the moonlight”, ainda não terminei, é grande mas está impecável até agora, vocês podem encontra-la: AQUI. Há algumas fanfiction lindas em português também: “Singelo”: AQUI; “Aconchego”: AQUI

Gente, achei que conseguiria escrever sinteticamente sobre esta obra, mas não foi possível, então, farei um post separado dos dois outros animes que fazem parte do meu top 3: Kamisama Kiss e Maid-Sama, ok? Até lá!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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