20 anos de Arquivo X

Uma das coisas mais bacanas de ter descoberto Arquivo X, enquanto ainda estava passando a primeira temporada na TV, é que apesar de compartilhar toda a emoção, entusiasmo pela série, e aguardar ansiosamente cada desfecho… como fãs não sabíamos a proporção do fenômeno que a série se tornaria. Sem querer, estávamos tomando parte na história da televisão mundial… este post entretanto, não é sobre o fenômeno televisivo, sobre a revolução estética que Arquivo X causou, muitos e muitos especialistas em ficção científica e televisão já devem ter feito, o que compartilho, como singela homenagem ao meu programa favorito de todos os tempos, é apenas minha experiência pessoal com o fenômeno.

Minha história com Arquivo X remonta a cerca de mais de uma década – não que eu seja assim tão velha – mas descobri a série na minha adolescência, uma sexta-feira à noite zapeando os canais da TV aberta… Naqueles tempos, o acesso à informação era bem mais restrito, TV à cabo era só para famílias mais abastadas e ainda não havia acontecido a revolução da internet, como conhecemos hoje.  Então, numa noite destas de 1996, me deparei com uma dupla de agentes do FBI, investigando um caso nada convencional. Peguei o episódio no final, mas fiquei muito curiosa com a série, com a chamada misteriosa, com aquela música eletrônica, nada comum naqueles tempos. Anotei mentalmente o horário, para voltar a assistir na semana seguinte.

Na próxima sexta-feira, bem antes do horário, estava ligada na Record, para ver o episódio e conferir se a série era mesmo tão legal quanto parecia. Mal sabia eu, que este viraria um ritual de todas as sextas à noite, a partir daquele dia… pouquíssimos eventos me tiravam de casa sexta à noite, e mesmo que eu programasse o Video Cassete (me senti muito velha agora) para gravar o episódio, ficava sempre ansiosa para saber o que aconteceria (afinal, sem internet, spoiler só em revistas nas lacunas entre temporadas), cada comercial que passava durante a semana, aumentava aquele “friozinho na barriga” para chegar sexta!

O primeiro episódio que vi na Integra, foi “O Vidente”, que mais tarde descobri ter como título “Beyong the Sea” (título da música que se repete na história). Posso dizer que foi amor à primeira vista. Arquivo X se tornou uma das minhas distrações favoritas… assunto com os amigos (muitos que também acabaram virando fãs), me reuniu a muitas pessoas, antes da internet, amigos que se correspondiam, faziam contatos pelas revistas (devo a muitos destes bem feitores anônimos o fato de ter conseguido ver vários episódios que não consegui ver na TV aberta). Colecionava revistas (que até hoje tenho), livros, camisetas.

Sem dúvidas a série teve um impacto incalculável na minha vida. Aprendi a abrir a mente para outras possibilidades, como Mulder, que sempre procurava ver e observar o que ninguém via. Por outro lado, percebi que é preciso ter bom senso e levantar fatos, pois argumentos sem fatos, não tem força, como Scully sempre demonstrou. Ambos me ensinaram que aconteça o que acontecer, é preciso ter paixão no que se faz, e prosseguir agindo segundo seus princípios. E que os verdadeiros heróis, muitas vezes são aqueles que conseguem se manter fiéis aos seus sentimentos mais profundos, e à verdade, apesar de todas as adversidades que possam surgir.

Durante muito tempo, e em uma fase importante da minha vida, Mulder e Scully foram fontes de inspiração profissional com sua dedicação incansável, e até mesmo para acreditar num tipo de amor que transcende aparências, obstáculos, diferenças de pensamento, um amor leal, que respeita e protege o outro com uma delicadeza profunda, constante com vistas à eternidade, e até mesmo com tantas especulações de que os protagonistas não ficariam juntos na série… parece que até isto tiveram que vencer, por que uma história bem contada, acaba tomando rumos e vida próprias além dos seus escritores.

E até mesmo quando a série já tinha acabado, com o lançamento do segundo filme em 2008, Arquivo X me reuniu com pessoas incríveis, espalhadas pelo Brasil afora, que dividiam a mesma paixão, e com as quais encontrei uma incrível afinidade, encontro que gerou amizades, alegrias, e até mesmo um blog que é eco de tantas divagações madrugada afora de mentes observadoras, poéticas, agitadas que se encontraram na multidão…

Para encerrar o post gigante, compartilho alguns momentos inesquecíveis de cada temporada…

1ª Temporada]

Mulder e Scully se vêem pela primeira vez

“Quando a Noite Cai” – sem dúvidas o final mais assustador da temporada!

2ª Temporada

Mulder decidindo o que realmente importa…

“Irresistível” – e o caso que deixou até mesmo Scully apavorada

3ª Temporada

Sequência de testar os nervos (e o coração) do episódio “Pusher”

E as impagáveis cenas de humor da terceira temporada…

4ª Temporada

Quem acompanhava a série na época sabia, que “Memento Mori” era o episódio que ninguém esperava…

Scully em uma das situações mais embaraçosas de sua vida… no hilário episódio “Small Potatoes”

5ª Temporada

A sequência de final da quarta e início da quinta temporada, para arrasar o coração de qualquer fã…

Seguido de “Emily” que acaba de detonar com o que sobrou das emoções dos fãs

Pelo menos tivemos episódios cômicos que se tornaram clássicos, como “Bad Blood”

Fight the Future

A aventura cinematográfica de Mulder e Scully resumida em uma frase: “Maldita Abelha!!!”

6ª Temporada

Sexta temporada com seus episódios mais leves e coloridos… e casos um tanto estranhos para solucionar (além de todo mundo ficar questionando se Mulder e Scully eram mesmo um casal)

Sem deixar de produzir episódios extremamente dramáticos, e decisivos…

7ª Temporada

A decisiva sétima temporada, com episódios sensíveis como “Closure”

“Requiem” que faz qualquer um que acompanhou a série desde o início, chorar feito criança…

8ª Temporada

Se você não se sensibilizou até aqui com a saga dos protagonistas, a oitava temporada está aí pra derreter até os mais durões… “This is not Happening” (um episódio com um nome desses…)

9ª Temporada

Temporada controversa, desfecho final da série… caminho aberto para outras histórias… (sem spoiler)

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3 Respostas to “20 anos de Arquivo X”

  1. ana Says:

    Pois é Cleide, sem sombra dúvidas a série também teve um impacto incalculável na minha vida. Pois sempre tive a mente aberta para outras possibilidades. E ARQUIVO X veio clarear ainda mais a minha mente. Eu comecei a acompanhar a série à partir da quinta temporada(que pena!). Se não estou enganada, na época, a tv Record não era transmitida na minha cidade, e se já era transmitida, não havia notado, pois só assistia a tv Globo. Nessa época comecei a assistir, foi porque o meu pai tinha acabado de assinar a tv por assinatura. E eu estava navegando nos canais, e sempre gostei assistir a FOX, e foi quando peguei o episódio quase no final, e mesmo assim comecei a assistir todas a terças e comecei a entender o foco principal da série.Conspiração alienígena, Mulder “o crente”, e Scully “a cética”. Ambos querendo provar a sua verdade. E o mais interessante, é que apesar se de serem tão diferentes os dois se combinavam, se entendiam muito bem(que química!). Pois é, eu fiquei tão interessada na série que tratei de assistir as primeiras temporadas, para entender melhor os acontecimentos dos episódios. Eu até assistir a maratona das cinco primeiras temporadas da série que passou na FOX por 24 horas (é claro que não fiquei a noite toda acordada!). Adorei o filme Fight the Future, foi demais cada cena, principalmente a do quase beijo.
    Eu chamo a cena da pré-abelha.Continuando a assistir a sexta temporada. amei cada episódio. Já no final da sétima temporada fiquei muito triste com a saída de David Duchovny (que só voltou no final da 8ª e 9ª temporada), pois isso pesou na audiência da série, que seguiu para a oitava e nona temporada até finalizar. Mesmo assim tiro o chapéu para Gillian Anderson foi perfeita em cada episódio. Apesar desses problemas internos a série terminou com mérito com 202 episódios. Pois é, como todo fã, me senti órfã, porque sabia que não ia encontrar outra série com esta, que tratava de tantos temas importantes, paranormal e inexplicáveis, que pegasse o público como pegou e criou uma legião de fãs no mundo inteiro que té hoje são fiéis a mitologia de ARQUIVO X . Apesar do segundo filme da série não ter arrancado bons elogios dos críticos, eu gostei (não era o que eu esperava!), o considero como um bom episódio(vejo mais como um filme independente, já que não estava no padrões de um blockbuster). E o mais importante foi rever Mulder e Scully juntos novamente, o mesmo carisma particular dos dois, a busca da verdade e a fuga da escuridão, e o mais empolgante é que o filme deu a entender que os dois era realmente de fato um casal, e que estavam “casados”(adorei a cena dos dois agarradinhos na cama!). Eu estou torcendo para o terceiro filme sair. e que venha com tudo : conspiração governamental, invasão alienígena, a busca da verdade, enfim, matar o vilão, resgatar a donzela e salvar o mundo. Espero que a FOX libere logo este filme , pois O GRANDE CRIADOR, INSPIRADOR, DIRETOR E ESCRITOR CHRIS CARTER está com um grande projeto, só falta a FOX liberar.( libera vai!), pois Gillian Anderson e David Duchavny estão com os dedos cruzados e dispostos para participarem do filme (eles são demais!). Então vamos torcer que este ano tenhamos boas notícias, nós merecemos, todos os fãs de ARQUIVO X merecem. Pois esta série ainda continua viva e vai continuar sempre em nossos corações, não importa quanto tempo passe, porque não é só uma série de ficção, é uma LENDA!!!

    • Cleide Sousa Says:

      Ana, amei seu comentário longo, seu relato… é interessante como Arquivo X sempre pega a gente de jeito né? Não é mais uma série bacana que alguém assiste, é uma lenda como você diz, que anos depois de ter terminado, tem uma legião de fãs, e não para de ter novos telespectadores! Pra mim a série é uma obra de arte, impecável… estou assistindo tuuuudooo de novo, com calma… e ainda sinto aquela afeição que sentia na adolescência, quando passou pela primeira vez, e percebo detalhes que minha imaturidade não mostrava. Não sei se você conhece, mas sou co-fundadora e colaboradora do Arquivo X Episode Guide, blog mantido e coordenado pelo grande esforço de Josilene lá da Paraíba, moça inteligente, caprichosa… modéstia à parte, mas são os melhores resumos de episódios que você encontrará na língua portuguesa… Bjs!

      • ana Says:

        Oi Cleide! Obrigada por ter gostado do meu comentário. Foi uma forma de expressar o quanto eu sou fã (talvez, shipper!) Espero ver mais notícias do arquivo x. Eu adoro ver os comentários sobre os episódios, cada detalhe nos diálogos, nas cenas e até curiosidades da série e de seus personagens. Mais uma vez agradeço a sua atenção. bjs!


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