Michael Jackson

Assim ao som de “Trhiller” – obra prima de Michael Jackson, com sua coreografia genial, efeitos especiais que marcaram época –  começo esse post. Sei que todo mundo está falando de Michael Jackson, e do artista que ele foi, e prestando homenagens, eu não sou muito de seguir marés, mas acompanhei toda carreira de MJ, desde criança. Sabe aquele artista, que você conhece desde que nasceu, e as vezes chega a acreditar que nunca vão morrer? Pois é, esse era Michael na minha vida…

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Por ter vivido a infância nos anos 80, convivendo com uma prima fã de carteirinha de Michael, me sinto também como alguém que perdeu algo valioso, um elo com  o passado. Cresci ouvindo o album “Trhiller”, esperei ansiosamente o lançamento de “Bad” (tomei um susto quando vi MJ branco!) e na adolescência, continuei me surpreendendo com a qualidade de “Dangerous”, vários singles me empolgaram, lembro-me do rebuliço que era o lançamento de cada videoclipe.

Na vida adulta, entretanto, fui descobrindo que o autor da trilha sonora de minha infância, mesmo tendo o título de “Rei do Pop” e com o mundo aos seus pés, era irremediavelmente infeliz. Muito em parte pela infância difícil que viveu…  pra gente observar que a riqueza também nos ensina lições, especialmente quando ela não compra a felicidade.

Poster do Trhiller, lembro como se fosse hoje desse poster no meu vinil!

Poster do Trhiller, lembro como se fosse hoje desse poster no meu vinil!

Independente de sua miséria física e emocional, como admiradora da arte em suas várias manifestações, quero falar do artista completo que Michael foi: do carisma, da figura que ele se transformava no palco. Sempre, sempre que via algum clipe dele, não havia como não parar e assistir todo, nos mínimos detalhes. Jackson aliava a sensibilidade profunda, com a perfeição técnica em suas performances, idéia e expressão, forma e função reunidos, fundidos em cada apresentação.

Tive um professor que dizia, que a arte dos artistas performáticos, morre com eles, nesse caso, nunca mais veremos outro Michael Jackson, outra estrela desse porte, porque cada trajetória é única. Mas o seu legado ficará para sempre, e nós, jovens e crianças das décadas de 80 e 90, poderemos dizer que vimos tal estrela brilhar, sim, nós vivemos na era de Michael Jackson.

Eu confesso, do fundo do coração, que queria muito que a turnê que Michael preparava para lançar, pudesse ter sido realizada. Que ele deixasse para morrer depois dessa temporada – quem sabe que ele fosse um pouco mais feliz. Também para que os mais jovens, que não viram o artista que nós tanto falamos, pudessem o ver fulgurar mais uma vez.

Mas a vida tem seus caprichos, e a morte também. Foi com lágrimas nos olhos que assisti os ensaios dos shows que iriam estrear em Londres… porque no fundo eu me perguntava entre os rumores: Será que ele vai conseguir? Será que sua saúde aguenta? E também lá no fundo, torcia para que ele conseguisse, e se reerguesse, que sua arte roubasse a atenção das piadas, das fofocas e de tudo que o nome dele tinha virado na mídia ultimamente… vendo aqueles ensaios, eu percebi, que dentro daquela figura decadente, adoecida ainda existia o grande dançarino, cantor… aquele artista que conheci!

Eu fico pensando, e orando para que a morte traga ao Michael, a paz que ele infelizmente não teve em vida. E que os méritos de ter alegrado, fascinado e inspirado a tantos, possam lhe socorrer e consolar, no que quer que ele encontre, do lado de lá…

Bom, fica então, minha lenbrança de um artista tão completo, que conseguiu cantar o estilo dançante, o romântico, e a música engajada, com perfeição, e nos tocou, como artista, de todas maneiras possíveis, do sorriso às lágrimas.

Deixo aqui o clipe e uma das músicas que mais me impressionou – do algum “Dangerous”, em sua mensagem, no lindo clipe, e na melancolia de todo conjunto:

 

 

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2 Respostas to “Michael Jackson”

  1. Josi Says:

    Ai, Cleide… confesso que eu não aguento mais ouvir de MJ, apesar de ter uma grande admiração pelo trabalho dele como artista, pelo teor de suas músicas e pelas campanhas que ele fazia pelos menos favorecidos.

    Mas ler seu texto foi um prazer. É ótimo ver alguém finalmente falando dele sem aquele apelo que a mídia dá a coisa.

    Parabéns e que Deus realmente tenha dado paz a Michael.

    Bjão!

  2. Nay Says:

    Sim Cleide…tb fiquei meio triste com a morte de MJ…a perda de mitos é dificil..eles parecem eternos…e tão próximos de nós…Meu pai me deu um cd dele (tá na frebre tb! kkk)…resolvi ouvir…nossa, há tempos não ouvia MJ…e é uma delícia…pena que a situação seja essa…

    Seu blog tb é uma delícia! Bj!


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