
Atenção: Não escrevi esse texto para uma pessoa especificamente, já fui abordada por pessoas que se sentiram contempladas. É uma indignação geral, não específica, contra comentários que não me ajudam a crescer – pois não são feitos diretamente a mim, e sim a terceiros sobre mim – e pela constatação da distorção dos valores da nossa sociedade.
Caros leitores, me desculpem pela ausência… ando em crise de criatividade [muito trabalho, muita cobrança e pouco dinheiro em contrapartida deixa até o mais otimista dos seres humanos desmotivado... desculpem-me!].
Bom, mas se a inspiração não vem, nada como a indignação para nos obrigar à expressão. Me chegaram aos ouvidos comentários maldosos que me criticavam por acreditar no amor… comentários vulgares que me irritaram profundamente. Como todo ser humano, me reconheço falha e imperfeita, claro! Mas ser criticada por acreditar em algo bom e verdadeiro, é no mínimo contraditório. Leia o resto deste artigo »
Dando continuidade à discussão que tinha começado aqui:
http://cleidescully.wordpress.com/2010/03/18/dissecando-a-inveja-parte-i/
Sobre como a inveja parece ser supervalorizada na nossa sociedade e as causas disso… vamos prosseguir.
Em geral essa questão da inveja popularizada se dirige muito mais à aparência do que à essência. As pessoas “invejadas” se gabam de ter “um corpo” ou “cabelos”, ou acessórios e bolsas e roupas de marcas famosas… Sinceramente, nunca vi alguém dizer no Orkut ou em outra comunidade que o invejam por ser solidário, por ir ao asilo visitar velhinhos, por brincar com crianças abandonadas e doentes, por ter escrito uma tese de doutorado ou por doar seu tempo ao próximo ou a um projeto de vida, ou a um mundo melhor.
Eu cá com meus botões, estou começando a achar, que perante o que assisto nessa “sociedade da imagem”, a expressão “recalcada” é até um elogio – ela indica que você não se rendeu a essa lógica da aparência valer mais que a essência. Geralmente são chamados assim, de “recalcados”, as pessoas não fúteis, pessoas de senso crítico, que não se entregam à espetacularização da vida, que se preocupam com o próximo, que estudam, trabalham , batalham e têm um sonho a realizar além de colocar uma bunda ou peito de silicone, que têm amigos de verdade e acabam por não ter tempo para assistir o espetáculo dos “invejados”. Leia o resto deste artigo »
Queridos leitores e leitoras, tenho pensando ultimamente em um fenômeno que há tempos observo: a popularização da inveja, e a reificação da mesma com status de um mito.
Escrevi um texto refletindo sobre o assunto, e como o tema é vasto, vou compartilhar com vocês em duas partes. Gostaria de dialogar com vocês sobre o assunto, e saber se vocês o observam e entendem como eu tenho tenho feito, ou se podem colaborar com outros aspectos. Vamos lá então!
Dando uma volta pelos sites de relacionamento na internet, especialmente o Orkut, percebemos que a inveja, mais que um pecado capital, tomou status na pós modernidade de um mito. A comunidade “SUA INVEJA FAZ A MINHA FAMA” conta com 3.020.713 membros (e tem variantes também populares como “sua inveja faz o meu ibope” entre outras), seguida pela outra também popular “Inveja de mim? Entra na FILA!” com 1.060.163 membros (também com variantes: “enquanto você me inveja eu arraso”. Temos a comunidade um pouco mais “metida” a erudita “Inveja é falta de CAPACIDADE!!” – metida à erudita porque cita Balzac [uau!] “É tão natural destruir o que não se pode possuir, negar o que não se compreende, insultar o que se inveja”. (Honoré de Balzac), que conta com 322.717 membros. A lista de referências à inveja é enorme… só comunidades são mais de 1000, muito mais! E pasmem, a frase clichê “Sua inveja faz a minha fama”, também oferece mais de mil resultados na pesquisa de comunidade. Leia o resto deste artigo »