

“Habitualmente falava como um tom de voz suave, como se esperaria de uma mulher que fez carreira entretendo homens. Mas quando desejava me apresentar alguma cena de sua vida, sua voz podia me fazer pensar que havia seis ou oito pessoas na sala. Às vezes ainda toco suas fitas em meu estúdio à noite, e acho muito difícil acreditar que não vive mais”
(Memórias de Uma Gueixa. 2000, p.8)
Gente… eu não sou crítica de moda [pelo menos não profissional], mas se tem uma coisa que eu gosto é do famoso “tapete vermelho” das premiações…
Adoro ver o que as celebridades estão vestindo, e o que elas inventam para inovar… parece que vale tudo, até traje espacial… rsrsrs
Vou postar o que houve de mais bizarro nas premiações de 2010, já que os impecáveis dispensam comentários…
E esse ano… o tapete vermelho parece que surtou geral… o que as celebridades andam bebendo???
Um traje que me chamou atenção foi o vestido da Aguilera no Globo de Ouro, havia algo de estranho naquele vestido… tinha tudo pra estar apresentável. Gosto da cor, do caimento… mas esse peito de astronauta… sei lá! Acho que não compôs bem o look… e a cor não lhe caiu bem. Pra finalizar eu trocaria a sandália… aff… não salva nada! Leia o resto deste artigo »
O livro “Orgulho e Preconceito”, romance da escritora inglesa Jane Austen foi minha última leitura de 2009. Peguei a obra sem muita fé, pensando que levaria meses para ler, e que a história fosse lenta, arrastada. Qual não foi minha surpresa! Não conseguia largar o livro. Estava na praia, para o Reveillon, e meus amigos brigavam comigo o tempo todo, “será que ela não vai parar de ler isso?” Só parei quando terminei, e terminei ainda em 2009, no dia 31.
Mas o que essa obra tem de mais? Bom, a história é despretensiosa e versa sobre o mais antigo dos assuntos: o encontro do amor. Mas Jane a conta de tal forma, e com um colorido psicológico dos personagens, que nos coloca dentro da cena, em pleno século XIX. Nós vamos sem saber, nos envolvendo com as regras da etiqueta, do flerte da época, e nos apaixonando junto com os personagens, a cada dança…
Entre os jovens ingleses, todo mundo já ouvir falar em Darcy e Lizzy. O rapaz riquíssimo e aparentemente orgulhoso – que repudia a senhorita de cara por ser de classe social mais baixa e não bela o suficiente para prender sua atenção, mas que com o decorrer do livro vai se mostrando muito valoroso.
E a moça pobre, com grande presença de espírito, alegre e inteligente demais para sua época. Enquanto outras moças apenas bordavam, conversavam e pensavam em casamento, Elizabeth era questionadora e observadora, com gosto por descobrir e aprender sempre mais, apesar de se manter distinta e educada, como a época exigia. Lizzy não se submeteria a um casamento sem amor.
Tanto o filme quanto o livro, nos envolvem nessa aura romântica e inocente da época de Jane – que também era uma mulher inteligente, que se apaixonou mas foi proibida de casar com seu amado, por causa dos poucos recursos do moço. Naquela época, a única opção de vida para as mulheres era o casamento, mulheres não eram consideradas sucessoras na herança. E Jane, que não se casou, ainda em vida teve sucesso como escritora. Se não me engano, Orgulho e Preconceito foi seu primeiro grande sucesso. Não era comum viver de literatura, ainda mais sendo mulher. Acredita-se que as histórias de Austen são tão bem aceitas até hoje, porque ela realmente falava do que via, do que sentia, as suas personagens trazem muito dela.
Cada membro da família Bennet, que é o centro da história, e que foi tão bem caracterizada no filme, é bem construído psicologicamente: a mãe desesperada para casar as filhas, chegando as vezes a ser vulgar, Elizabeth e Jane, duas damas bem educadas e delicadas, sendo que Jane mais ingênua e doce que Lizzi. As meninas mais novas, e suas risadinhas fúteis, e o pai da família que, como se costuma dizer, deixava a coisa correr como as meninas quisessem.
Os dois romances principais da história, o de Jane e Bingley, que é caso de amor à primeira vista, e Lizzi e Darcy, que é um caso de “amor à segunda vista” [que eu particularmente adoro], vão nos envolvendo… a maneira que sabemos como Lizzy se engana em relação à Darcy, que sem sucesso luta contra o encantamento que sente pela moça, é muito envolvente. No filme nós não temos acesso à essa luta interna do moço como no livro. Apesar do lindíssimo Matthew Macfadyen expressar muito bem o tormento de Darcy, quando surpreende à Elizabeth [e a nós] com uma declaração mais que apaixonada de amor.
O filme remonta perfeitamente o cenário do livro: a fotografia perfeita, com o interior da Inglaterra e suas lindas paisagens campestres, o figurino impecável, a escolha dos atores, Keira Knightley ficou perfeita como Lizzy, com seus olhos marcantes que tanto perturbam Darcy desde que a viu. E a trilha sonora quase toda em músicas no piano, que nos transportam imediatamente para aquele tempo.
Realmente, Austen conseguiu contar-nos um lindo “conto de fadas” realista… ao mostrar as armadilhas do preconceito, do orgulho e os entraves que nós mesmos colocamos no amor, por julgarmos saber o que as outras pessoas sentem, sem conversar sobre isso abertamente. E o lindo final, que faz com que a gente termine o filme, e o livro acreditando na felicidade eterna, e em dias mais bonitos, e no amor verdadeiro!
O final tradicional do filme, se assemelha muito ao livro. Mas nos Estados Unidos e no Canadá foi apresentado um final alternativo, que é lindo!!! Assista aqui:
Mais algumas imagens…
E aí, já assistiu “Orgulho e Preconceito”? Leu o livro? De qual gostou mais??? Qual sua cena favorita?

Queridos leitores, para começar bem o ano, mais uma entrada sobre o tema: “Homens que deviam existir no mundo real”, estreada ano passado pelo meu muso absoluto: Fox Mulder!
http://cleidescully.wordpress.com/2009/09/21/homens-que-deviam-existir-no-mundo-real/
O muso de hoje é o Maravilhoso: Mark Darcy. Para entender o que eu estou dizendo, você tem que ter assistido “O Diário de Bridget Jones”. Se você não viu, faço um resumo… Bridget é uma solteira de trinta e poucos anos, dividida entre dois homens presentes em vários momentos de sua monótona vida: Daniel Cleaver – a personificação do garanhão: lindo, com todas mulheres aos seus pés e com as quais dorme às pencas, e que infelizmente tem a maturidade emocional de uma ervilha [informo que esse nunca estará nessa coluna -apesar de achar Hugh Grant liindooo, homens como Daniel existem aos montes por aí... nem precisamos imaginar].
E Mark Darcy, o advogado um tanto sério e concentrado, de uma beleza mais sóbria, inteligente, bem sucedido, e que em sua timidez [e um pouco de preconceito], nem sempre diz a coisa certa na hora certa. Sempre maduro, mais sensível, um tanto observador e filho amoroso.
Pois bem, conheço poucos personagens masculinos que personifiquem tanta virtude [além do outro Mr. Darcy, de "Orgulho e Preconceito" que inspirou a criação desse Darcy pós - moderno. Ah, uma curiosidade, o personagem sempre foi pensado com "a cara" de Colin Flith, foi escrito inspirado no Fitzwilliam Darcy que ele representou na série televisiva de Orgulho e Preconceito: http://www.spring.net/karenr/articles/now42501.html].
Quando assistimos “O diário de Bridget Jones” pela primeira vez, inicialmente temos a mesma impressão que ela tinha de Darcy: um cara mal humorado, que sempre quer fazer com que ela se sinta pior do que já parece. Que não faz nenhum comentário que a ajude a sair da saia justa. E então, sem a menor pista [porque a Bridget e nós acreditamos que ele a detesta] ele se declara apaixonado, e que gosta dela do jeito que ela é! Ele é o típico “galã encoberto”, fica lá, quietinho, esperando a sua chance, e quando a tem, arrasa!
Isso diz muito de um homem… gostar da mulher independente dos quilinhos a mais, da vulgaridade as vezes, da falta de tato, e da carreira medíocre. Eu tendo a acreditar, que homens que não precisam exibir uma “modelo” são os que têm personalidade e inteligência para serem livres e amar quem quiserem, isso é maturidade emocional [o que não quer dizer, que os que gostam de mulheres bonitas, são tolos... estou dizendo de gente que olha só a casca sem pensar no conteúdo!].
Todas essas características, fizeram de Darcy um tipo de arquétipo do homem ideal, muso da geração de mulheres dos anos 90 e 2000, especialmente no Reino Unido – afinal, ele é um lorde inglês. O que digo aqui não é nada original… basta fazer uma consulta na internet e verá que várias outras colunistas corroboram o que eu digo:
“(…) Mark é uma raridade nos dias de hoje, o Mark representa tudo aquilo que os homens já não sabem ser, é um homem de sucesso, mas com humildade e simplicidade, apesar de ter tido um desgosto ainda acredita no amor, é o tipo reservado e tímido, mas maravilhosamente romântico. E vê a alma da mulher que ama, sem lhe fazer diferença quantos quilos ela pesa ou como ela se veste e ainda se diverte com os disparates loucos que ela faz.”
Rita A. http://respirardiaadia.blogspot.com/2006/10/quem-no-gostava-de-ter-um-mark-darcy.html
O divertido é que a timidez de Darcy faz com que ele se passe por orgulhoso, assim como o outro Darcy de Orgulho e Preconceito [acho que terei que fazer um post sobre ele também!]. Não sei vocês acham mas, para mim, homens reservados e tímidos têm um charme especial, apesar de tal característica impedir que eles sejam notados à primeira vista. Geralmente, os mais tímidos e concentrados, por não serem conquistadores, passam uma aura de mais comprometidos… não vou generalizar porque em se tratar de ser humano, tudo é possível! Mas apesar da aproximação ser mais lenta, geralmente eles parecem mais fiéis aos seus princípios.
“Darcy é um homem bem parecido, sério, com uma expressão fechada de quem pensa muito, bem vestido, bem sucedido, preocupado com os direitos humanos, um homem reconhecido pelos seus pares, com uma bela casa, educado, inteligente, com dinheiro, um homem que luta para que este seja um mundo melhor, um homem que diz que nos ama pelo intercomunicador mesmo sabendo que vai ser gozado pelos putos que estão no café ao lado, (…), um homem que nos diz que gosta das nossas “partes moles” (que incluem banhas, flacidez e celulite) e melhor que isso, di-lo com sinceridade, um homem que quando lê as barbaridades que escrevemos no nosso diário sobre ele nos oferece um novo para que possamos começar do 0,um homem que não entra em pânico e fica feliz quando dizemos: “se calhar estou grávida”, um homem que bate nos homens que nos tratam mal, um homem que diz gostar dos nossos cozinhados mesmo quando são intragáveis, um homem que nos pede em casamento depois de lhe fazermos a declaração de amor menos romântica de sempre, um homem às direitas, em suma, um homem como Deus e a mulher quer.” http://www.claricehadalittlelamb.net/cronicas/setembro/darcy.htm
Gente… é claro que isso é pedir demais de um pobre homem de carne e osso… mas é pra isso que existe ficção: pra nos ajudar a pensar que podemos ser melhores cada dia. É claro que na convivência, nem lindo e chamoso advogado Mark Darcy terá sempre todo esse glamour. Mas o mais bacana da história, e que acho que seja a mensagem da autora, é que perto dele você pode ser quem você é, com todas suas trapalhadas e virtudes e ainda assim ele vai te aceitar como você é.
Nesse mundo de aparências, e de gente colocando silicone em cada parte do corpo, para parecer uma boneca inflável, encontrar alguém simples e maduro que te queira mais pelo que você é do que pelo que você parece, é um oásis… pensem nisso!
Meninas [e meninos, porquê não] eu aceito sugestões para essa coluna, e até colaborações. Escreva sobre o seu “muso” e eu posto aqui o texto, com o maior prazer, falando quem escreveu… topam o desafio? [Falando nisso, tem gente me devendo um profile do Agente Booth, de Bones!]
Quem será o próximo???